sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Símbolo Perdido - o Globo

São Paulo - Com lançamento previsto no Brasil para 4 de dezembro e tiragem inicial de 400 mil exemplares, o novo livro de Dan Brown, "O Símbolo Perdido" (Sextante), chegou às livrarias dos Estados Unidos cheio de mistérios. Alguns deles começaram a ser desvendados depois da crítica do "The New York Times". O jornal publicou no fim de semana uma resenha bastante favorável ao livro, sequência dos bestsellers "Anjos e Demônios" (2000) e "O Código DaVinci" (2003).
Na nova saga, o simbologista Robert Langdon é acompanhado da pesquisadora Katherine Solomon - estudiosa das conexões entre corpo e mente - em uma busca que envolve os segredos da maçonaria. Tudo se passa em Washington, D.C., onde alguns destes segredos estão escondidos e codificados na arquitetura.
Além do enredo, a dúvida central sobre o livro é se Dan Brown conseguirá se superar. "No momento, sua própria fórmula está esgotada por tantas cópias", avalia o artigo do TNYT. além disso, muitos autores populares, como Thomas Harris, autor de "O Silêncio dos Inocentes", não conseguiram superar o sucesso de seu primeiro livro. "O senhor Brown não fez isso. Ao contrário, ele consegui trazer a vida de volta à um gênero agonizante", afirma a crítica do jornal americano.
Em alguns momentos, "O Símbolo Perdido" parece um clone dos romances anteriores. Há uma cena bizarra em um lugar famoso (o Capitólio, não o Louvre), mais teorias da conspiração e um personagem estanho (um musculoso tatuado, não um monge albino), que lembra muito um vilão das histórias em quadrinhos.
Mas apesa das semelhanças, "O Símbolo Perdido" conquista o leitor do começo ao fim. "No universo hermético do livro, a motivação dos personagens não precisa fazer sentido, apenas tem que gerar ações, o que faz impossível largar a leitura", afirma a crítica.

Por:
O Globo - Publicada em 14/09/2009 às 15h29m.

Nenhum comentário:

Postar um comentário