quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Boa tarde, gente!

Nossa, hoje eu posso dizer que estou excepcionalmente feliz! O que é estranho, considerando que tenho N motivos pra dizer que estou péssima, totalmente pra baixo... Não que eu esteja reclamando, muito pelo contrário. Eu adoro isso, essas minhas voltas malucas de humor (claro, quando ele fica lá no alto, hahaha!) É claro que eu posso estar errada, mas eu estou atribuindo - pelo menos por enquanto - essas minhas mudanças no ânimo à mudança à qual me referi no último post. Pode não ser, mas eu prefiro acreditar que seja... Isso me convence de que não sou nenhuma maluca bipolar. hahahaha!

Enfim, deixe-me narrar-lhes o que se passou comigo hoje. Não sei o motivo ao certo, mas a minha sala na escola agiu como se hoje fosse o último dia de aula: ninguém fez absolutamente nada, todos ficaram andando pela sala e pelos corredores da escola e presenciamos uma briga TERRIVELMENTE SANGRENTA no corredor (Fiquei irada de ver aquele meliante batendo no Lucky, mesmo sem conhecê-lo! Confesso que pela primeira vez na vida me senti tentada a comprar uma briga que não era minha, só pra derrubar o maldito injusto que o encheu de socos!), vimos o César desfilando de vestido e peruca pela escola toda e todos, pelo menos da minha sala, estavam num clima deliciosamente pré-despedida. Não sei explicar, mas mesmo não tendo amizade com a sala toda, eu trago comigo lembranças de cada um de lá de dentro: seja boa ou ruim, triste ou feliz, não importa! Cada um lá deixou comigo uma marca, mesmo que pequena, desses três anos que ficamos juntos, e alguns, que conheci ainda esse ano, mas que já tem um significado indescritível pra mim. Claro, há exceções: há algumas pessoas lá cujas únicas lembranças que eu tenho são pontuadas por uma raiva que eu não me atrevo a mencionar, mas a grande maioria eu com certeza vou ter pra sempre comigo. 
Pode parecer clichê, dito assim, num Blog que a maioria da turma nunca vai ver... Mas eu acho que só eu vou entender o quanto aquele bando de doidos vai me fazer falta! haha! 
Vou sentir falta dos meninos que tanto me enchem o saco e xingam ( "Auuu, menina do mata-leão!" hahaha ), das meninas histéricas que me chamam por cada mínima coisa que lhes ocorra ("Pauliiiiinha, corre aqui!" ) e até da outra porção da sala, que me vê como uma homicida maluca, cheia de piercings e prestes a aloprar a sair por aí matando a escola! hahahaha
E por que não dizer que os professores vão me fazer falta? A Neusa, com suas fórmulas malucas, sempre tão insistente em enfiar tudo na nossa cabeça... A Vânia e sua incansável batalha para nos ensinar sobre clássicos que metade de nós nunca lerá, se puder evitar... E, claro, a nossa querida Marina, cujas viagens, piadas e xingos jamais serão esquecidos por ninguém da sala! E... para o caso de corrermos o risco de perder nossas cabeças - hahaha -  a Célia, nossa Diretora, tão pulso firme, mas ao mesmo tempo, tão paciente, tranquilizadora e amável. Chega a ser estranho falar disso num blog, mas eu acho que aqui, melhor do que qualquer lugar, há uma chance de alguém ler. Pode soar como uma baita 'puxassaquice', e talvez até seja, mas porquê não, depois de três anos, fazer uma homenagem como essa? É simples, de fato, mas eu espero - por mim e pelos outros 40 alunos da minha sala -  que seja o bastante para mostrar a todas as citadas acima e aos que não foram citados, mas decididamente marcaram nossas vidas, o quanto somos agradecidos por ter nos conhecido e passado muito ou pouco tempo nos suportando! Sei que não é fácil - eu mesma quase sucumbi à loucura da sala muitas vezes - mas todo o corpo docente se mostrou paciente e incrivelmente... heróico, perto de tudo que aprontamos! hahaha
Muuuito obrigada à todos os professores, à toda a equipe da escola e, principalmente, à turma B: aos que fizeram parte do primeiro, segundo e terceiro ano B do Moraes Salles! Vocês sem dúvida serão ETERNOS pra mim! 
Beijos e abraços à todos.



A turma toooooda! Vão fazer falta.
César, vestido pra matar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Boa tarde!
Antes de tudo, eu tenho que me convencer de que preciso postar aqui com mais frequencia, haha. Se eu disse que é por falta de tempo, estarei mentido descarada e desavergonhadamente. Mas ao mesmo tempo, não posso dizer o motivo de eu não fazê-lo; talvez por deixar a cabeça sempre tão cheia de coisas... fúteis - sim, é essa a palavra - que acabo me esquecendo de coisas tão básicas. Não que eu acredite que o Blog seja tããão importante assim... Mas creio que 60% das coisas que ocupam minha mente boa parte do dia são menos ainda do que as postagens.
E reparem que eu escrevi, escrevi e até agora não disse nada. Talvez isso seja por não ter o que falar, ou por não conseguir falar o que preciso. A questão é que, ultimamente, minha vida tem dado uma reviravoltas muito complexas pra que eu entenda, ou sequer acompanhe; às vezes eu me pego pensando em coisas pequenas demais, quando tudo o que eu vejo quando olho pra frente, é grande demais... Talvez, grande demais até pra que eu consiga dar conta. Eu sei que preciso de ajuda, mas, como eu disse pra um querido amigo recém-feito - haha - eu acho que sou simplesmente orgulhosa e arrogante demais pra 'dar o braço à torcer'. E isso me frustra de um jeito que eu não consigo explicar e me sufoca de um jeito... inenarrável.
Sinceramente, não sei porquê às vezes sinto isso... Tudo tem estado tão bem de umas semanas pra cá! Claro, nenhum mar de rosas, e eu nunca esperaria algo assim, mas decididamente, tenho estado mais feliz do que fui nos últimos meses... Talvez parte disso seja graças às amizades que refiz e àquelas que cortei... Ou seja graças ao fato de, pela primeira vez em meses, eu estar realmente gostando de alguém, ou simplesmente por eu ter me livrado de um amor que deixou de existir há tempos. Eu quebrei as algemas que me prendiam, me acertei naquilo que por tanto tempo errei, e agora, no ápice da felicidade, me vejo pensando em coisas que me confundem terrívelmente. Pode ser que eu esteja simplesmente crescendo rápido demais, e isso me assusta - não nego que até hoje me considero uma criança!
E se me perguntarem, nesse exato instante, eu não saberia responder se essa confusão toda me beneficía ou não. Claro, como tudo na vida, tem seus lados bons e os ruins. A confusão como um todo é uma droga! É como estar andando por um lugar conhecido e de repente, tudo se apaga e uma mão começa a te girar, girar, girar... até todo seu senso de direção ir para o espaço. Mas essa mesma confusão que tolda os olhos, te faz descobrir novos caminhos, novas pessoas... E, por que não dizer, novos amores?
Sim, porque nessa minha 'mudança' nova, eu descobri que ainda posso amar, me livrar de tudo aquilo que, de tão bem, acabou me fazendo mal aos poucos... Mal à ponto de eu pensar em mil maneiras diferentes de fazer a dor acabar. E, te contar: eu tinha mesmo me esquecido de como é bom gostar de alguém... Tinha esquecido de como era sorrir só de ver um sorriso, ou sentir aquela cambalhota do estômago quando se recebe um abraço, ou um simples beijo no rosto. Esse 'gostar' me trouxe de brinde a capacidade de medir meus sentimentos. Eu aprendi a não amar, mas gostar o bastante pra querer o bem alheio; aprendi a não chorar perante a dor, mas sorrir a cada simples motivo que me apresente determinada pessoa... Eu confesso que tudo isso de uma vez me deixa perdida, mas eu não tenho pressa... Pelo menos, não mais.
Eu reconheço que sou uma outra pessoa. Isso me fez perder pessoas que eu considerava importantes, mas me fez ganhar outra que eu nunca imaginei que pudessem me fazer tão bem quanto agora fazem; me fez criar um vínculo mais forte com as pessoas que me rodeiam e que eu tenho certeza absoluta de que são as mais importantes do mundo pra mim, insubstituíveis; me fez reconhecer a felicidade alheia, e comemorá-la como minha própria. Eu acho que posso dizer que, hoje, sou uma pessoa melhor. E espero melhorar a cada dia, evoluindo e deixando para trás velhos hábitos, vícios e trajeitos. Afinal, isso é parte da vida, não é?
Pois bem, era isso que tinha a dizer. Espero que, de tudo, pelo menos um pouquinho, tenha sido útil a quem lê... Senão... paciência, acho. Beijos e abraços a todos. E obrigada aos que tem participado dessa minha mudança tão ativamente quanto eu mesma.