Boa tarde. Hoje eu não tenho um motivo de verdade pra escrever, mas me deu bastante vontade de voltar aqui... Principalmente porque tem bastante tempo que não posto nada, então... De qualquer jeito, a primeira frase do que vem a seguir foi algo que eu pensei hoje pela manhã, ouvindo "Fiction", do Avenged Sevenfold. <3
" Eu tive um amor de verdade. Eu tive um amor que durou mais do que eu esperava, e menos do que eu gostaria que durasse, quando paro para pensar atualmente. Esse amor me ensinou coisas novas, me fez abandonar velhos hábitos ruins e me fez amadurecer tudo o que eu nunca tinha amadurecido em dezesseis anos. Esse amor me mostrou coisas que eu nunca esperei ser capaz de ver, me fez rir nas piores horas e me emocionar, tornar cada simples momento em uma situação importante, única.
Esse amor me fez feliz, e mesmo depois do fim, me deixou com essa dádiva: perceber a felicidade alheia e, se possível, fazê-la minha também, simplesmente por ser importante pra quem é importante pra mim. Eu não sei explicar como. De verdade. E acho que mesmo que pudesse, ou tivesse vontade de tentar, eu me faria parar antes de conseguir. Pra quê ?Por quê? Tudo o que eu vivi, tudo o que esse amor me fez viver e viveu comigo, pertenceu e sempre nos pertencerá, exclusivamente. Não por sermos egoístas ou algo assim... Mas simplesmente por termos presenciado tanto amor assim. Claro, isso eu falo por mim, foi o que eu senti, pude perceber nesse tempo em que amei... E talvez sinta até hoje.
Se sou feliz sem esse amor? Sim, eu sou. Extremamente feliz, em todos os aspectos; menos nesse: no amor. Esse amor em especial que me fez suspirar, chamar e chorar por tantas emoções juntas. Não deixa de ser uma confusão aos que não conhecem o amor, e talvez até para os que o conheçam, mas eu entendo... E tenho certeza de que, se meu amor lesse, entenderia também. Afinal, foi o que vivemos. Foi o nosso relacionamento, tudo nosso. E... eu não sei, tenho tanto pra escrever, mas as palavras não me ocorrem. Detesto isso, de verdade. Eu queria poder expressar aqui cada sentimento que me ocorre, transcrever aqui todo o arrependimento das lágrimas, toda a dor que pode caber em um suspiro... Mas não consigo. Só posso me limitar a deixar que meus dedos ajam por mim, que teclem cada vez mais rápido e sem rumo, sem minha ordem ou permissão. O que sair daqui terá de bastar pra mim, ou pra quem leia... Mas nunca para Ele. Porque eu ainda tenho dentro de mim a sensação de que nada nesse mundo, nem toda felicidade que se possa imaginar, seria o bastante para o meu amor. Talvez isso seja coisa de quem ama... Ou de que não se ama. Eu não saberia dizer.
Chega a doer segurar a vontade de chorar por tanto tempo... Eu não gosto de sucumbir às lágrimas, principalmente quando o que me leva a querer fazê-lo, são meus erros... Mas e quando esse erro nos faz arrepender amargamente, como se fosse a decisão mais estúpida, egoísta e infantil que há na face da Terra, e a tomamos sem pensar? O que fazer quando cada célula do nosso corpo parece nos consumir aos poucos, como um castigo por sermos ignorantes, ingênuos... humanos demais num mundo tão deteriorado pela própria raça que hospeda? É confuso pensarmos assim, em nós mesmos como os tolos e culpados por nossas dores, mas é como eu me sinto... É como eu me sinto desde que perdi meu amor por culpa única e exclusivamente minha.
Eu queria poder crer que consertar esse erro é uma opção, mas não posso. Eu quis acreditar que o tempo não passou, quis voltar atrás, pura e simplesmente... Mas não pude. Eu tentei, juro que tentei. Fiz o que estava ao meu alcance, mas falhei miseravelmente. E confesso que agora, se me perguntarem, eu não saberia o que fazer para reconquistar toda a felicidade que tive num amor. Mas eu ainda tento, sempre vou tentar. Como? Eu espero. O Amor sempre espera, independente de quanto tempo passe. O Amor perdoa; não esquece, mas releva simplesmente por ser o Amor. E eu vou esperar. Vou esperar até que tudo volte a ser como foi quando eu podia chamar meu amor por esse nome, sem vergonha ou medo. Afinal...
... amor de verdade, só uma vez na vida. "
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