Boa tarde!
Antes de tudo, eu tenho que me convencer de que preciso postar aqui com mais frequencia, haha. Se eu disse que é por falta de tempo, estarei mentido descarada e desavergonhadamente. Mas ao mesmo tempo, não posso dizer o motivo de eu não fazê-lo; talvez por deixar a cabeça sempre tão cheia de coisas... fúteis - sim, é essa a palavra - que acabo me esquecendo de coisas tão básicas. Não que eu acredite que o Blog seja tããão importante assim... Mas creio que 60% das coisas que ocupam minha mente boa parte do dia são menos ainda do que as postagens.
E reparem que eu escrevi, escrevi e até agora não disse nada. Talvez isso seja por não ter o que falar, ou por não conseguir falar o que preciso. A questão é que, ultimamente, minha vida tem dado uma reviravoltas muito complexas pra que eu entenda, ou sequer acompanhe; às vezes eu me pego pensando em coisas pequenas demais, quando tudo o que eu vejo quando olho pra frente, é grande demais... Talvez, grande demais até pra que eu consiga dar conta. Eu sei que preciso de ajuda, mas, como eu disse pra um querido amigo recém-feito - haha - eu acho que sou simplesmente orgulhosa e arrogante demais pra 'dar o braço à torcer'. E isso me frustra de um jeito que eu não consigo explicar e me sufoca de um jeito... inenarrável.
Sinceramente, não sei porquê às vezes sinto isso... Tudo tem estado tão bem de umas semanas pra cá! Claro, nenhum mar de rosas, e eu nunca esperaria algo assim, mas decididamente, tenho estado mais feliz do que fui nos últimos meses... Talvez parte disso seja graças às amizades que refiz e àquelas que cortei... Ou seja graças ao fato de, pela primeira vez em meses, eu estar realmente gostando de alguém, ou simplesmente por eu ter me livrado de um amor que deixou de existir há tempos. Eu quebrei as algemas que me prendiam, me acertei naquilo que por tanto tempo errei, e agora, no ápice da felicidade, me vejo pensando em coisas que me confundem terrívelmente. Pode ser que eu esteja simplesmente crescendo rápido demais, e isso me assusta - não nego que até hoje me considero uma criança!
E se me perguntarem, nesse exato instante, eu não saberia responder se essa confusão toda me beneficía ou não. Claro, como tudo na vida, tem seus lados bons e os ruins. A confusão como um todo é uma droga! É como estar andando por um lugar conhecido e de repente, tudo se apaga e uma mão começa a te girar, girar, girar... até todo seu senso de direção ir para o espaço. Mas essa mesma confusão que tolda os olhos, te faz descobrir novos caminhos, novas pessoas... E, por que não dizer, novos amores?
Sim, porque nessa minha 'mudança' nova, eu descobri que ainda posso amar, me livrar de tudo aquilo que, de tão bem, acabou me fazendo mal aos poucos... Mal à ponto de eu pensar em mil maneiras diferentes de fazer a dor acabar. E, te contar: eu tinha mesmo me esquecido de como é bom gostar de alguém... Tinha esquecido de como era sorrir só de ver um sorriso, ou sentir aquela cambalhota do estômago quando se recebe um abraço, ou um simples beijo no rosto. Esse 'gostar' me trouxe de brinde a capacidade de medir meus sentimentos. Eu aprendi a não amar, mas gostar o bastante pra querer o bem alheio; aprendi a não chorar perante a dor, mas sorrir a cada simples motivo que me apresente determinada pessoa... Eu confesso que tudo isso de uma vez me deixa perdida, mas eu não tenho pressa... Pelo menos, não mais.
Eu reconheço que sou uma outra pessoa. Isso me fez perder pessoas que eu considerava importantes, mas me fez ganhar outra que eu nunca imaginei que pudessem me fazer tão bem quanto agora fazem; me fez criar um vínculo mais forte com as pessoas que me rodeiam e que eu tenho certeza absoluta de que são as mais importantes do mundo pra mim, insubstituíveis; me fez reconhecer a felicidade alheia, e comemorá-la como minha própria. Eu acho que posso dizer que, hoje, sou uma pessoa melhor. E espero melhorar a cada dia, evoluindo e deixando para trás velhos hábitos, vícios e trajeitos. Afinal, isso é parte da vida, não é?
Pois bem, era isso que tinha a dizer. Espero que, de tudo, pelo menos um pouquinho, tenha sido útil a quem lê... Senão... paciência, acho. Beijos e abraços a todos. E obrigada aos que tem participado dessa minha mudança tão ativamente quanto eu mesma.
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